Finalistas do Diploma de Honra ao Mérito “Prof. Paulo Freire” 2025
Projetos Pedagógicos
Há 12 anos, a Câmara Municipal de Mogi Guaçu, em respeito ao Decreto Legislativo Nº 345, de 13/08/2013, homenageia com o Diploma de Honra ao Mérito “Professor Paulo Freire”, 15 professores da Rede Municipal de Ensino por suas condutas pedagógicas. Entre excelentes trabalhos desenvolvidos pelos profissionais da Educação, a escolha inicial foi feita pelos gestores das escolas e, posteriormente, por uma Comissão formada por supervisores, coordenadores e membros do CME (Conselho Municipal de Educação) numa segunda fase. Os projetos escolhidos em 2025 foram:
“Entre cheiros, sabores e descobertas” – Professoras Andréa Márcia de Mello Rodrigues, Eliziany Rodrigues Costa do Prado, Maria Neuza José do Nascimento e Shirlei Cristina Matiello Dainezi, da CEI Synésio Ramos

O projeto ampliou o sentido do olfato em bebês de 06 a 20 meses por meios de experiências com aromas naturais, favorecendo o desenvolvimento cognitivo, perceptivo, motor, social, emocional e afetivo, em espaços de cuidado e acolhimento. Para isso, as professoras utilizaram materiais naturais, variados e seguros, despertando a curiosidade e o interesse por meio de aromas diversos que provocaram reações, descobertas e novas conexões com o mundo, fomentando a construção de memórias, o desenvolvimento da linguagem oral e não verbal, das habilidades motoras por meio da manipulação de objetos aromáticos e dos deslocamentos corporais por espações internos e externos, onde foram criados ambientes de calma, que fortaleceram os vínculos afetivos com os adultos de referência e com os colegas por meio de interações sensíveis, mediadas e respeitosas, estabelecendo rotinas, que incorporaram os aromas como parte de práticas de cuidado, como em banho e descanso.
“Oxente, como é lindo este Nordeste” – Professora Miriam Oliveira Paliares, daEMEI Ver. João Veridiano Franco

A partir de um olhar atento da professora Miriam às expressões orais das crianças nasce este projeto que desenvolveu a valorização da diversidade cultural e ambiental da região Nordeste do Brasil, promovendo o respeito e a empatia pelos diferentes costumes por meio de uma proposta lúdica. O trabalho desenvolvido, ao longo de quatro meses, valorizou não apenas o vocabulário, mas os costumes, as danças, as músicas, os artistas e, também, despertou o interesse pelo conhecimento dos aspectos relacionados ao clima e à vegetação nordestina, estimulando – de forma integral – a criatividade, a imaginação e as expressões artísticas dos pequenos estudantes da EMEI. Explorando manifestações como a festa de São João, as letras de Luiz Gonzaga, a literatura de cordel, as cores e as formas de Eduardo Lima e outros, o projeto conectou crianças às suas origens e promoveu, em todas, aprendizagens significativas da linguagem verbal e não verbal. Eita! Foi um projeto arretado esse!
“Era uma vez… Muitas histórias para contar” – Professora Aline da Silva Negri – EMEIVictória B. Fantinato

No cotidiano escolar, a professora Aline percebeu o grande interesse das crianças pela leitura. Então, com o intuito de oportunizar situações além do currículo, o grupo passou a analisar diferentes versões de uma mesma história, tanto na EMEI quanto em casa, uma vez que passaram a levar os livros para serem lidos e compreendidos junto com os familiares. A partir das leituras, as crianças passaram a criar suas próprias versões, contando-as através de recursos como dedoches, fantoches e encenações. Assim, o projeto oportunizou vivências lúdicas e significativas, que despertaram a imaginação das crianças, ampliaram a oralidade e desenvolveram a criatividade e a criticidade sobre as histórias infantis e promovendo a escrita de diferentes gêneros textuais, como os convites que as personagens prediletas receberam para fazer parte de eventos com nossos pequenos, que se tornaram autores, atores e produtores. Foi um baile de protagonismo!
“Raízes que Florescem” – Professores: Divina Ap. de Souza Mendes e Rafael Muniz Barbosa – EMEI Hermínio Zanco”

Considerando que a Educação Infantil é um espaço para a vivência que une o brincar, o aprender e a convivência social, este projeto nasce da necessidade de proporcionar às crianças momentos com contato com a natureza, valorizando a sustentabilidade, a criatividade e a solidariedade. O trabalho integrou uma horta e um jardim sensorial construídos pelas crianças, seus familiares, profissionais da unidade e outras pessoas da comunidade escolar, num ato de amor e transformação, colocando os estudantes como protagonistas de descobertas, vivências e ações solidárias, que fortaleceram valores de cuidado, responsabilidade, criatividade e coletividade. Este projeto cultivou, literalmente, sementes. E foi além! Plantou e semeou as sementes do respeito, da cidadania e do cuidado com o outro, desde a investigação sobre os objetos de estudo: horta, jardim e sustentabilidade, até a entrega do que foi cultivado ao Lar da Terceira Idade Padre Longino. As crianças desenvolveram competências que ampliaram suas relações interpessoais, desenvolveram atitudes de participação e cooperação, ampliaram suas habilidades manuais, expressaram ideias, desejos e sentimentos por meio da linguagem oral, escrita e artística, observaram e descreveram mudanças em experimentos que envolveu fenômenos naturais e artificiais, registraram observações sobre manipulações e medidas em diferentes suportes textuais.
“Bom Coração, um novo Olhar” – Professora Eliana Ap. Damião de Campos – EMEF Profa. Iná Ap. de Oliveira Marconi

Este projeto promoveu a ampliação de uma rede de comunicação e de interesses existentes na sala de aula, convencendo cada estudante que: o que todos temos a dizer é importante! Assim, as ideias das crianças foram valorizadas e enriquecidas mutuamente. O ponto de partida foi a leitura do livro “Bomba boa, a bomba que tinha coração”, que despertou no grupo o desejo de desenvolver ações diárias que possibilitassem a gratidão, rompendo os limites físicos da sala, fazendo com que a palavra escrita chegasse às famílias, aos amigos, à comunidade escolar e a outras escolas. Esse trabalho foi além, chegou ao Jornal Gazeta Guaçuana (sob a forma de um Artigo de Opinião em 06 de setembro) e, de forma lírica, ao Lar de Terceira Idade Padre Longino, onde os estudantes levaram mais do que arrecadaram; levaram a doação de afeto, de poesia e de interesse no ser humano, num grande gesto de solidariedade
“Ubuntu” – Profa. Valdete Gaspar Honório – EMEB “Professora Rita de Cássia G. S. Cola

Considerando a inclusão e a valorização dos saberes diversos e do reconhecimento de todos no convívio diário dos estudantes do apoio pedagógico, a professora Valdete desenvolveu este projeto com o objetivo de promover a identificação e a construção de visões de mundo mais amplas, realistas e baseadas em valores como empatia, tolerância e respeito. Através da apreciação de publicações infantojuvenis que abordam as relações étnico-raciais escritas por autores e ilustradores pretos, ela possibilitou aos estudantes reflexões sobre a importância e as contribuições dos povos de origem africana para além da questão do passado escravagista. Foi mais do que um trabalho de desenvolvimento oral e escrito; foi uma ação voltada para a formação de um olhar antirracista, em que as crianças compreenderam que este é um problema estrutural e coletivo, que deve ser enfrentado diariamente pela sociedade.
“La lectura te hace libre” – Professora Fernanda Faria Ribeiro de Souza – EMEB Profa. Marina Ap. R. Paschoalotti

Por meio da literatura em língua espanhola, a professora Fernanda, neste projeto, desenvolveu as competências de leitura e compreensão de textos, ampliou o vocabulário dos estudantes e aproximou-os da linguagem dos textos clássicos. Entretanto, esses foram apenas alguns dos objetivos planejados. As “mariposas lectoras” voaram mais longe! Elas foram além do convívio da sala de aula e chegaram ao Lar da Terceira Idade “Padre Longino”, onde puderam amadurecer habilidades socioemocionais, como a empatia e o reconhecimento do valor das gerações mais experientes, desenvolvendo competências para conviver com a diversidade. Ali, além de se prepararem para um futuro em que a comunicação em múltiplas línguas será fundamental, os estudantes, ao lerem histórias em língua espanhola para os moradores do Lar, também ouviram narrativas de vida que os tornaram mais conscientes sobre a importância do respeito entre as diferentes gerações. Foi uma aprendizagem do espanhol baseada em valores humanos.
“Jogos Interclasses JBJ” – Professora Rafaela Malandrin de Oliveira – EMEF João Bueno Jr.

Ciente de que o esporte é um poderoso instrumento de formação integral dos estudantes, a professora Rafaela, neste projeto, favoreceu não apenas o desenvolvimento físico, mas também aspectos sociais, emocionais e cognitivos. Os Jogos Interclasses JBJ foram além das habilidades previstas no currículo de Educação Física; a partir de decisões colegiadas entre os estudantes, as regras por eles estabelecidas contribuíram para o aumento dos índices de frequência escolar e estimularam competências relacionadas ao uso das linguagens oral, escrita e visual-motora, incluindo a utilização da Libras, do cálculo – por meio da produção e leitura dos dados das tabelas – e das expressões artísticas presentes na dança, nas rimas e ritmos das músicas que compuseram e nos desenhos, em suas formas e cores, produzidos por cada torcida. Foi um trabalho de integração entre os estudantes, que fomentou o senso de equipe e os conscientizou sobre a importância da inclusão, do respeito, da disciplina e da responsabilidade.
“Da Distopia a Utopia: Memórias e Preservação das Águas” – Professores Dr. Alex Barreiro e Araci França – EMEB Profa. Maria Diva Fco de Oliveira

A partir de uma despretensiosa simulação em programas de inteligência artificial caso a região fosse gravemente afetada pelas alterações climáticas e pela redução das chuvas em decorrência do desmatamento da floresta amazônica, surge este projeto. Seu objetivo principal era compreender a relação da sociedade com o Rio Mogi Guaçu. Para isso, os estudantes exploraram conhecimentos culturais, ambientais e técnicos da comunidade e buscaram por memórias afetivas, que foram registras em relatos das histórias de vida de familiares, professores e funcionários da escola, que se ligavam ao rio. O protagonismo dos estudantes e a participação da comunidade está disponível em 05 episódios do podcast que criaram: DivaCast – nas plataformas Spotfy e Youtube. Neles é possível ouvir as histórias de uma mulher ribeirinha, de um técnico ambiental, que é um dos grandes defensores da Bacia do Rio Mogi Guaçu, de uma policial civil, de um historiador da cidade e da coordenadora da área de Ciências da Natureza da Secretária de Educação. “Pod” ouvir! Deixe seu like e aperte o sininho pq a turma continua ativa!
“Redescobrindo suas Origens” – Professor Edivaldo Ap. da Silva – EMEF Antônio Giovani Lanzi”

Este projeto nasce do tema “Migrações e Identidade Familiar”, um fio condutor que levou os estudantes para muito além do presente, aproximando-os de suas próprias histórias, incentivando o diálogo intergeracional e promovendo uma aprendizagem significativa, baseada em experiências pessoais que fortaleceram vínculos. Os adolescentes dos 9ºs anos foram desafiados a compreender o processo migratório dentro de suas histórias familiares. Para isso, investigaram suas origens com o apoio e a participação de pais, avós e outros parentes; possibilitaram encontros entre pessoas que há tempos não se viam; desenvolveram a escuta ativa de narrativas familiares; e coletaram informações sobre sobrenomes, locais de nascimento, mudanças de cidade, estado e país. Esses dados os ajudaram a reconstruir o percurso de seus antepassados e a compreender as dimensões sociais e afetivas da história de suas famílias. Assim, fortaleceram laços e fomentaram a valorização de suas identidades culturais por meio do próprio protagonismo.