Seduc lança Plano de Ação Municipal da PNEERQ

Lançamento municipal da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escola Quilombola

A Secretaria Municipal de Educação promoveu, na tarde da última sexta-feira, 25, no Teatro TUPEC do Centro Cultural, o evento de lançamento da PNEERQ – Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escola Quilombola. O momento foi aberto ao público e contou com a presença do Dr. Emerson Adagoberto Pinheiro, advogado e presidente da ACAG – Associação Cultural Afro Guaçuana, que palestrou sobre a importância da implementação da política em todo território nacional para o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais no sistema educacional brasileiro.

Os estudantes dos 8ºs e 9ºs anos da rede municipal de ensino foram convidados a apresentar seus trabalhos coreográficos das danças de matrizes indígenas, africanas e afro-brasileiras, desenvolvidas para o 3º Festival de Dança entre as Escolas Municipais, ação que atende aos propósitos trazidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na ERER (Educação para as Relações Étnico-Raciais), que se baseia nas leis 10.639/2003 e 11.645/08 que estabelecem as diretrizes e bases da educação nacional e torna obrigatório o ensino da História da África e da Cultura Afro-Brasileira.

Com base nesses pressupostos, Mogi Guaçu deu publicidade ao Plano de Ação baseando-se nos documentos da Política de Educação para as Relações Étnico-Raciais e do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira (PNEERQ), considerando a africanidade no percurso formativo do sujeito da diversidade. De acordo com a agente de governança regional, Maria Aparecida Ferreira Victório, “pretende-se construir uma compreensão sobre a ERER na Educação Básica em Mogi Guaçu, promovendo o autoconhecimento e o reconhecimento com ações positivas que podem trazer novos significados nas relações escolares e sociais”. A proposta inclui uma “reflexão sobre a reeducação dos sujeitos, considerando os valores, costumes e práticas da população afro-brasileira.”

Estudantes da EMEF João Bueno Jr. apresentam o Baianá.